A tropa da Duq marcou presença para celebrar o lançamento do Tiny Desk Brasil especial de Duquesa, divulgado nesta terça-feira (3). Em pouco mais de 13 horas, o programa ultrapassou 160 mil visualizações e rapidamente entrou entre os assuntos mais comentados nas redes sociais.
Performance histórica A rapper baiana entregou vocais impecáveis em um formato que exige dos artistas cantar sem retorno e sem correções vocais, acompanhados por banda ao vivo. Pela primeira vez na edição brasileira, a formação foi composta exclusivamente por mulheres negras, que ainda adornaram seus figurinos com broches dos Panteras Negras.
Celebração do Dia Internacional da Mulher O projeto abre o mês de celebrações do 8 de março. Além de Duquesa nos vocais, participaram:
Edyelle Brandão e Colen (backing vocals)
Érica Silva (contrabaixo)
Alana Ananias (bateria)
Mari Lima (guitarra)
Nicollys (trompete)
Tami Silveira (teclado e piano)
DJ Midi (pick-ups)
Setlist e desafio artístico O repertório incluiu faixas como “Turma da Duq”, “Fuso”, “Dois Mundos”, “Big D!!!!! Pt. 2”, “Voo 1360” e “Purple Rain”. Sobre o convite, Duquesa comentou: “Estava sentindo falta de um desafio novo. Já fiz todos os festivais do Brasil. Precisava de um frio na barriga. Aí pensei: ‘Caramba, é isso!’ É banda, é instrumento novo, é pegar uma composição antiga e reinventar o que a gente já faz.”
Esse episódio não só reforça a força da artista como também marca um momento simbólico de representatividade e celebração da cultura negra no rap nacional.
O grupo A286 oficializou o lançamento da faixa “Escrevo pra mim mesmo”, escrita por Reinaldo Manaresi e produzida por Gedson Dias. O single carrega forte carga de reflexão pessoal e crítica social, marcas registradas da trajetória do coletivo no rap nacional.
Liberdade e autoanálise A composição funciona como um manifesto sobre liberdade individual diante de narrativas impostas. Nos versos, Manaresi revisita sua maturidade artística, iniciada aos 12 anos, e prioriza a verdade interna em vez da busca por reconhecimento imediato. Um trecho resume essa postura: “Eles querem ser vistos, eu só quero ser livre”. A música aborda traumas, cicatrizes e a necessidade de transformar dores em força para seguir em frente.
Sonoridade crua e realista Mantendo a estética característica do A286, a faixa traz arranjos que intensificam a densidade lírica. A parceria com Gedson Dias resulta em uma atmosfera que traduz o silêncio das “madrugadas frias”, como descreve a letra.
Resistência e compromisso “Escrevo pra mim mesmo” reafirma que a verdadeira resistência nasce da capacidade de se levantar e permanecer fiel aos próprios princípios. O lançamento já está disponível e reforça o compromisso do A286 com a profundidade lírica e a representação da realidade das periferias.
Algumas noites parecem suspensas no tempo — e é dessa sensação que nasce “Contagem”, novo single de Kevin O Chris, já disponível nas plataformas digitais.
Tempo como provocação A faixa transforma a ideia de contagem em persistência, não em pressa. Com base no funk de favela e elementos de trap, o som se constrói sobre uma batida hipnótica e um subgrave intenso, criando uma atmosfera de repetição e entrega contínua, no limite entre controle e excesso.
Segundo Kevin: “Quis criar um som que segura o clima por muito tempo. A ideia foi transformar essa duração em batida, numa música pra quem vive a noite sem olhar o relógio”.
Trajetória e identidade Reconhecido por traduzir o cotidiano em música, Kevin O Chris consolidou-se como um dos artistas que redefiniram o funk nos últimos anos. Do baile às pistas internacionais, construiu uma identidade que une acessibilidade e visão estética, sempre atento às transformações da rua e da cultura digital.
“Contagem” reforça essa proposta, trazendo intensidade e poesia urbana em uma faixa que promete marcar mais um capítulo importante na carreira do artista.
O cenário do rap paulista ganha um novo fôlego com o lançamento oficial de Se Joga Nessa Noite, o mais recente single de Massaru. Disponível nas plataformas digitais desde a última sexta-feira, a faixa marca um movimento estratégico e emocional na carreira do artista, que decide revisitar suas origens musicais para entregar uma obra focada no sentimento e na atmosfera das ruas após o pôr do sol. Com uma proposta que equilibra a estética urbana com a vulnerabilidade das relações modernas, a música se apresenta como um convite para mergulhar nas nuances da vida noturna.
A atmosfera noturna e o retorno às raízes de Massaru
Em Se Joga Nessa Noite, Massaru abandona momentaneamente as rimas mais agressivas para dar lugar a uma sonoridade contemplativa e madura. A produção musical foi pensada para simular o clima de uma madrugada paulistana, onde os encontros e desencontros se tornam o fio condutor da narrativa. Para o rapper, este trabalho não é uma mudança drástica de rumo, mas sim um resgate necessário de uma vertente que sempre fez parte de sua identidade criativa. O artista afirma que suas composições são reflexos diretos de sua rotina e que, após um período focado em outros estilos, sentiu-se confortável para expressar novamente seu lado mais sensível.
A faixa narra a intensidade de uma conexão entre duas pessoas em meio ao cenário de bares e rolês que definem a capital paulista. Essa abordagem mais humanizada permite que o público se identifique rapidamente com as letras, já que Massaru utiliza a noite como um personagem vivo dentro da canção. O processo criativo, segundo o próprio artista, foi orgânico e intuitivo, deixando que a musicalidade guiasse o desenvolvimento da história sem a necessidade de fórmulas engessadas.
Participações especiais e a nova fase
A colaboração é um dos pilares fundamentais de Se Joga Nessa Noite. Para somar nessa nova estética, Massaru convidou Victor CST e kaeniese, vozes que trazem camadas complementares à faixa e ajudam a construir o diálogo sentimental proposto pela letra. Essas parcerias reforçam o desejo do rapper de expandir sua rede criativa dentro da cena urbana, mostrando que o amadurecimento artístico também passa pela capacidade de compartilhar visões e estilos diferentes em um mesmo projeto. A presença desses artistas ajuda a elevar a dinâmica da música, tornando-a uma das apostas mais interessantes deste início de ano.
Este lançamento coloca Massaru em uma posição de destaque no nicho do love song e do trap melódico. Ao transitar com facilidade entre a crueza das ruas e a suavidade das relações amorosas, ele demonstra uma versatilidade técnica que poucos conseguem manter com tanta naturalidade. Se Joga Nessa Noite é a prova de que o rap nacional continua encontrando espaço para falar de amor e vulnerabilidade sem perder a essência do asfalto. Para quem acompanha a evolução do artista, este single é apenas o ponto de partida de uma fase que promete ser mais colaborativa, emocional e profundamente conectada com as vivências reais da juventude urbana.
Após um ano de sucesso com a turnê Vinho, Delacruz anuncia o lançamento de “Pensando Direito”, colaboração inédita com Péricles, que chega às plataformas digitais no dia 16 de janeiro. A faixa reúne um dos principais nomes do R&B nacional a uma das vozes mais emblemáticas do país.
Composta por Delacruz em parceria com Dan Ferreira e Ederson Melão, e produzida por JOK3R, “Pensando Direito” apresenta uma sonoridade romântica e uma letra que aborda o fim de um relacionamento sob a perspectiva da maturidade emocional e da valorização pessoal.
Eu tô muito feliz, é a realização de um sonho. Eu sempre tive essa identificação com o Pericão. Eu já sabia que ele era um cara maneirão. Antes de fazer música com ele, eu tinha certeza disso no fundo do meu coração. E quando a gente fez a música, ele só provou isso. E foi ainda mais especial.Delacruz
A parceria vinha sendo aguardada pelo público desde que a canção foi apresentada ao vivo pela primeira vez durante show de Delacruz no Espaço Unimed, em São Paulo.
O Delacruz tem uma forma muito especial de escrever e interpretar, e foi um prazer dividir esse som com ele. Essa colaboração nasceu da admiração pelo trabalho que ele vem desenvolvendo e pela força da nova cena da música brasileira.Péricles.
Assim como seu sucesso “Afrodite”, com IZA, que já acumula mais de 55 milhões de plays somente no Spotify, “Pensando Direito” abre o ano de Delacruz prometendo ser uma grande aposta. A faixa chega com um clipe com direção e roteiro de Guilherme Brehm, que acrescenta muito à música.
O rapper Nog, ex-integrante do grupo Costa Gold ao lado de Predella e DJ Cidy, lançou recentemente seu segundo álbum solo, “Quando os Caminhos Se Confundem”. O projeto marca uma fase mais madura e introspectiva do artista, com letras que equilibram seriedade e momentos de humor — uma característica constante em sua trajetória.
Com 10 faixas e 32 minutos de duração, o disco aposta em batidas de boombap e traz composições que abordam temas como superação, crítica social e amor. A entrega técnica de Nog impressiona pela precisão nas rimas, domínio de flow e métrica, consolidando seu nome como um dos grandes da cena.
O álbum conta com participações de Djonga, Franco, The Sir!, Dudu, Self Provoked, Zeballos e Salvador da Rima, além de produções assinadas por The Guedx, Paiva, SENS1 e Pedro Brando. O resultado é um trabalho coeso, potente e cheio de identidade.
Clara Lima lançou o clipe de “Bom Dia”, faixa que abre seu novo álbum As Ruas Sabem, reforçando sua ligação com a cultura hip-hop e com a realidade das periferias. O vídeo foi gravado na zona oeste de São Paulo, onde a artista vive atualmente, e conta com a presença de artistas independentes da região, como L e FreezeBoy. A proposta é retratar a rotina de quem vive o corre diário, com autenticidade e respeito às raízes.
A música carrega uma lírica direta e potente, escolhida para abrir o disco por representar a essência do projeto: falar com quem acorda cedo, enfrenta dificuldades e transforma revolta em força. “Bom Dia” é um chamado à consciência, à resiliência e à luta coletiva, com rimas que apontam os verdadeiros inimigos e reafirmam o papel da arte como ferramenta de transformação.
As Ruas Sabem é o sétimo trabalho de Clara Lima e marca um retorno ao boom bap e à estética clássica do rap. Com participações de nomes como Vietnã, Sant, Dalsin e Galo de Luta, o álbum é um manifesto sobre identidade, resistência e reconexão com a própria história. A divulgação também ocupou as ruas com intervenções urbanas e pixos, reforçando que a arte de Clara continua pulsando onde tudo começou.
No dia 23 de outubro, Filipe Ret apresentou seu novo projeto, “Ao Vivo no Sonastério”, uma releitura sofisticada de faixas do álbum “Nume”, incluindo versões da edição original e da Deluxe/Epílogo. Gravado em um dos estúdios mais respeitados do Brasil, o trabalho reafirma o compromisso do artista com a qualidade sonora e a estética refinada.
Com 12 faixas, o projeto mistura rap com arranjos de banda ao vivo, incorporando instrumentos como trompete, sax e trombone, que adicionam profundidade e textura às composições. A ambientação orgânica revela novas nuances nas letras e amplia a experiência tanto para fãs antigos quanto para quem está descobrindo Ret agora.
O lançamento sucede o primeiro DVD do artista e marca uma fase voltada à valorização da performance e da conexão direta com o público. Seja nos palcos ou nas plataformas digitais, Filipe Ret segue firme como um dos pilares do rap nacional, entregando uma fusão de presença, técnica e visão artística.
No dia 23 de outubro, Filipe Ret apresentou seu mais novo projeto, “Ao Vivo no Sonastério”, uma releitura especial de faixas do álbum “Nume”, incluindo versões da edição original e da Deluxe/Epílogo. Gravado em um dos estúdios mais prestigiados do país, o trabalho reafirma o cuidado do artista com a qualidade musical e a estética apurada.
Com 12 faixas e uma proposta que mistura rap com arranjos ao vivo, o projeto ganha corpo com instrumentos como trompete, sax e trombone, oferecendo novas camadas às composições que marcaram seu último disco. A ambientação orgânica e os arranjos renovados ampliam a experiência tanto para quem já acompanha sua trajetória quanto para novos ouvintes.
O lançamento sucede o primeiro DVD de Ret, evidenciando uma fase voltada à valorização da performance e da conexão direta com o público. Seja nos palcos ou nas plataformas digitais, o artista segue firme como um dos grandes nomes do rap nacional, entregando uma combinação de técnica, presença e visão artística.
O artista Aklipe44 acaba de lançar a mixtape “Antes de Tudo Mudar”, reafirmando seu lugar como um dos nomes mais inquietos e criativos da cena. Com 10 faixas inéditas, o projeto sucede os volumes anteriores de “De Onde Os Gigantes Vêm?”, e marca uma virada na estética, na narrativa e na profundidade emocional de sua obra.
Com participações de Yung Bitetti, Franco, The Sir! e Myke1st, a mixtape aposta em beats densos, atmosferas introspectivas e uma abordagem mais experimental. Aklipe mantém sua assinatura com rimas afiadas e entrega vocal intensa, mas agora se volta para reflexões sobre mudança, amadurecimento e visão de futuro — como o próprio título sugere.
Reconhecido pela frequência nos lançamentos e pela autenticidade de sua estética, Aklipe mostra que está em constante movimento. “Antes de Tudo Mudar” não é apenas uma mixtape — é um registro de transição, um retrato de quem ele foi e do artista que está se tornando.